Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Setembro 30 2009

É fácil fazer rimar

Rima sem ser verdadeira

Há quem rime amor com dor

Ou até morte com sorte

Por vezes velho com espelho

Filosofia com sabedoria

Ternura com amargura

Saudade com maldade

Todas rimas perfeitas

Mas doce com amargo

Felicidade com ódio

Arco-iris com escuro

Indecisão com futuro

Máquinas com corações

Todos versos sem rimar

A poesia é mensagem

De um coração diferente

As palavras são imagem

Do que o poeta sente

Seja livre ou a rimar

Com palavras a nascer

Ninguém o fará calar

Porque calar é morrer

 

Carlos Cardoso Luis

 

 

 

 

publicado por carlos cardoso luis às 23:36

Setembro 30 2009

 

De uma semente
colocada em terra fértil
de amor puro e terno.
Desabrochou
uma flor,
que foi cuidada,
protegida,
longe de qualquer dor.
O sol não a murchou.
O frio não a queimou.
O vento não a derrubou
pela protecção que teve
de quem a cuidou.
 
A flor cresceu
e rebentos deu
também amparados
pelo mesmo amor.
É bom saber
que me posso erguer
em terra segura.
De mãos dadas em união
num laço que não desata
e que nos mantém
bem juntos ao coração.
 
 
 
09-01-07
 
Vanda Paz
 
 
publicado por Vanda Paz às 16:16
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Setembro 29 2009

 

Chega-te a mim

e canta uma canção de amor

daquelas simples

para que toda eu entenda.

Não lhe dês fim,

somente um “continua”… .

Abraça com muita força e calor

a minha alma nua.

Dá-me a tão querida prenda

da sinceridade dum verdadeiro sentimento.

Espelha-me nele

cola-me a ti

e eleva-me no teu voar ligeiro.

Sente o momento

deixando nos meus olhos

o amor que vi nos teus.

Varre a saudade

em ti achando ninho

pois acredita não haver fatalidade

que separe o teu do meu caminho.

 

Liliana Josué

 

 


 

publicado por cantaresdoespirito às 22:15

Setembro 29 2009

 

Pássaros voam lançando

orações aos céus.

Eu rezo com eles num tom

menos certo e preciso.

Os gira-sóis curvam-se

balançando seus longos caules

num hino de improviso.

Pequenas papoilas

nos seus rubros véus

evocam o sol

despem-se na terra

num ritual mole...

doce esvoaçar de pétalas


 

A Vida levanta-se em oração

a um Deus Pai ou deus pagão.

Não há certezas de nada

a Natureza dita, debita

sem se vergar ao rigor

de tanta crença abalada


 

Os pássaros evocam

a Divina Bênção

As flores bendizem

essa mão sagrada

Eu,constato admirada

que a minha alma

em nada acredita...

ó triste desdita!


 

Liliana josué

publicado por cantaresdoespirito às 22:05

Setembro 29 2009

 

Um rio de sombras eu vi

escorrer pelo teu rosto;

gárgulas sem tempo

demónios escarninhos…

Homem já velho tão prematuramente

mordido pelos dentes caninos

da demência.

Meu coração chora por ti.


 

É o teu segredo

mas tu não sabes

e ateias o pavor na tua mente.

Meu coração chora por ti.


 

Sacos de lixo são tua companhia

nacos de pão espalhados pelo chão

papeis rasgados

atirados ao acaso.

Garrafas… muitas garrafas de vinho

já bebido

e algum azedo

que mesmo assim ingeres

num delicado copo de vidro

sentindo-te assim muito mais protegido.

Meu coração chora por ti.


 

Eu fujo num olhar de aflição!!!

 

Liliana Josué


 

publicado por cantaresdoespirito às 22:01

Setembro 29 2009

 

 

 

O meu amigo e escritor António Paiva mostra, mais uma vez, a sensibilidade para os problemas das crianças e jovens do nosso país lançando um livro em que a totalidade da receita reverte a favor da APPCDM de Setúbal. Um projecto que foi por ele proposto a várias pessoas e entidades que, desde logo, aderiram com vontade e orgulho. A  capa tem por base uma pintura a óleo sobre tela feita propositadamente  para o efeito pela pintora Helena Paz, amiga do autor e minha mãe.  Tendo as empresas Lusis, Lda,  as Edições REDITEP,  Lda e a Linkprint  Gráfica, Lda dado corpo ao livro e contribuido, também, para que este  projecto se realizasse.

É com muito orgulho que estarei presente no dia 3 de Outubro para que possa sentir os sorrisos dos meninos e jovens da APPCDM de Setúbal.

Espero encontrar-vos por lá

Abraço

Vanda Paz


publicado por appoetas às 16:14
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Setembro 29 2009

 

Ora se tenta a vista, e ora se anseia

De ver assim chegada a mansa aurora

De vermelhos alvores já se incendeia

No longínquo horizonte já se aflora.


 

Dentre a paz que há na terra, outra não há

Que contenha em si mesma tal esplendor

Perante a glória solar que Deus nos dá

Como fonte vital do Seu amor.


 

E o poeta em toda esta emoção

Volve pra Deus a voz e aos céus berra

Um grito que se eleva em oração;


 

Que sobre o mar imenso e sobre a terra

Haja silêncios de contemplação

E não mais os clamores de qualquer guerra.


 

Eugénio de Sá

Postado por Liliana Josué – Decretaria da APP


 

publicado por cantaresdoespirito às 00:35

Setembro 29 2009

 

Vês veias inchadas

A empurrar esforços??

Braços - ramos divididos

E desiguais.......................


 

Vês mãos - punho

Gestos de vontade de cimento

Como quem transforma

Um pesadelo em sonho

Os gemidos e choros

Em urros animais??


 

Vês cicatrizes abertas

Escorrendo sangue, sofrimento...

Sem vitalidade

Passos lentos de depressão

Corpos

Na fronteira

Entre a força de gravidade

E uma qualquer

Base de sustentação??


 

Como podes ver

Se és cego?

Pelos muros que ajudas a construir

Pelas teias de aranha em que te esbracejas


 

Cego de tanto desejo por assumir


 

E ainda

Que assim seja

Cego por tudo

Aquilo que ainda pode vir


 

José Manuel Veríssimo

Postado por Liliana Josué – Secretária da APP


 

publicado por cantaresdoespirito às 00:32

Setembro 29 2009

 

Acordei assustada sem saber

Por onde é que andaram os meus sonhos,

Foram tristes, chorosos ou risonhos?

Sobressaltada sem compreender!


 

Desolada lembrei, mas sem mais ver

Tão extraordinários de tamanho,

Lindos olhos… amei eram tristonhos,

Como foi que isso pode acontecer?


 

Jamais vi esse olhar que me sorria

Deixou no coração tanta harmonia,

No silêncio meu choro só murmura.


 

O diálogo trocado foi segredo,

Ao recordar agora tenho medo…

De voltarmos a ver… se me procura.


 

Judite da Conceição Higino

Postado por Liliana Josué – Secretária da APP


 

publicado por cantaresdoespirito às 00:14

Setembro 29 2009


 

Não me chamem coitadinho,

Nem tão pouco aleijadinho

Quando me virem ao passar.

Como outros sou um cidadão,

Deficiente, não digo não

Mas com direito a meu lugar.

Não tenham pena de mim,

Só porque eu nasci assim

Sem ter culpa, podem crer.

Mas com meu corpo com defeitos,

Não estou isento de direitos

De como Humano, também viver.

Posso não ver, mas entendo,

Não ter pernas, mas compreendo

Surdo-mudo, mas sei escrever.

Como outros que andam por aí,

Que não descrevo agora aqui

Que fogem p’ra não me ver.

Não quero ficar esquecido,

Como um trapo envelhecido

Triturado e sem valor.

Quero sim, meu mundo construir,

Minha coragem repartir,

Quer na alegria ou na dor.

Não me chamem coitadinho,

Abram-me sim o caminho

P’ra com os sãos eu chegar.

Pois como todos quero viver,

Na vida meu lugar ter,

Na alegria, no sofrer e no amar.

Por todas estas razões,

Peço apenas condições

P’ra não ser estorvo de alguém.

Porque mesmo deficiente,

Como eu há muita gente

Sem saber o valor que tem.


 

(Dia dos deficientes – 03/12/2008)


 

Manuel Carreira Rocha

Postado por Liliana Josué – Secretária da APP


 


 

publicado por cantaresdoespirito às 00:08

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